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Gasolina sintética como alternativa em relação à gasolina comum

9 de setembro de 2021

Você sabia que a gasolina sintética pode ser a solução para que os motores de combustão continuem atuais? Entenda neste artigo

Infelizmente, as mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global já estão alterando o clima do planeta. Não por acaso, cientistas do mundo todo estão trabalhando em soluções para adaptar ao mundo a uma nova necessidade urgente: poluir menos — e é aí que entra em cena uma nova aliada: a gasolina sintética.

Pode parecer estranho falar em gasolina quando o assunto é redução de poluição, já que ela sempre foi apontada como uma das vilãs do efeito estufa. Acontece que a gasolina sintética difere da sua antecessora. Ela pode fazer carros, motos e caminhões funcionarem sem poluir o planeta.

Como isso é possível? É o que descobriremos neste artigo!

Porque a gasolina comum polui?

Antes de falarmos da gasolina sintética, temos que entender o porquê de a gasolina comum ser tão poluente. Os motores de combustão funcionam graças as explosões internas causadas pela queima de combustíveis, como a gasolina.

O resultado dessa combustão gera dois elementos: água e gás carbônico — isso quando a combustão é completa. Quando ela não é completa, um terceiro elemento surge como resultado da queima: o monóxido de carbono, altamente venenoso.

O gás carbônico contribui para o aumento da temperatura do planeta, pois, ao lado do gás metano, ele absorve a radiação ultravioleta do Sol, impedindo-a de ser expulsa do planeta.

O gás carbônico é o gás mais emitido pelas ações do ser humano, derivado da queima de combustíveis fósseis, como a gasolina, o carvão natural, o querosene, etc.

Porque a gasolina sintética não polui?

A gasolina sintética não polui porque o gás carbônico não está entre os resultados da sua queima. Isso só é possível porque ela não é um subproduto do petróleo.

O processo químico que produz a gasolina sintética usa um grande volume de energia, como a energia elétrica, para ter acesso ao hidrogênio. Esse hidrogênio pode vir da água, do gás natural ou de outra fonte.

É por isso que esses motores são conhecidos como motores movidos a hidrogênio.

Em algumas tecnologias, como as usadas em projetos de motores para aviões, o motor libera e absorve carbono durante o seu trabalho, o que anularia as novas emissões.

O que impede essa tecnologia de ser usada hoje?

Alguns automóveis, como o Toyota Mirai, já usam motores combustíveis sintéticos. O desafio nesse sentido é criar formas de os automóveis mais populares usarem um sistema elétrico capaz de fazer com que o carro tenha como ter acesso ao hidrogênio, já que esse processo exige mais energia do que o usado hoje.

Contudo, vale lembrar que países como Japão e Alemanha estão empenhados em tornar essa tecnologia mais acessível e eficiente, pois são nações que dependem muito dos motores a combustão.

E o Brasil?

Nesse sentido, o Brasil se destaca, pois, o etanol de cana-de-açúcar, uma tecnologia 100% brasileira, é considerado um combustível aliado do planeta. Isso porque a cana-de-açúcar absorve gás carbônico durante a fotossíntese, o que anula a emissão que será lançada.  Por enquanto, nosso país investe nessa tecnologia em vez da gasolina sintética — o que não significa que pesquisas não sejam feitas.